segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Visita do Sofia Feldman a Maternidade Municipal de Juazeiro.

    Por Clarice Alves/SESAU          

  Profissionais do Hospital Sofia Feldman (HSF), situado em Belo Horizonte e referência dos Distritos Sanitários do Norte e Nordeste no que diz respeito ao parto humanizado, esteve esta semana em Juazeiro, para compartilhar com a equipe da Maternidade Municipal sobre as boas práticas no atendimento a mulher antes, durante e após o parto.
              O grupo composto pelo obstetra João Batista Lima, a enfermeira-obstétrica Karla  e a neonatologista Raquel Lima estão percorrendo 26 maternidades do Nordeste e da Amazônia Legal para difundir o plano de qualificação do Programa Nacional de Humanização do Parto, iniciado em 2009. O programa, por meio dessas capacitações tem trabalhado também para minimizar – na rede pública de saúde – técnicas utilizadas no parto normal já consideradas ultrapassadas como: Parto na horizontal; Episiotomia (corte no períneo); Tricotomia (raspagem dos pelos pubianos); e a Aplicação de Ocitocina
(hormônio sintético usado para forçar contração).

            A equipe demonstrou surpresa ao encontrar uma maternidade do interior com a estrutura física e humana necessária para o procedimento. “É uma das melhores que já vi no Nordeste. Juazeiro está muita avançada, atendendo ao programa do Ministério da Saúde no que se refere ao parto humanizado. As pessoas precisam conhecer a unidade, os profissionais; porque aqui encontramos um serviço excelente. A Maternidade precisa ter mais visibilidade”, colocou a pediatra Raquel Lima.
 

          
 “Não resta duvida que a utilização dessas 'más práticas' prejudicava a mulher. Hoje o que a Maternidade de Juazeiro faz, atende com excelência ao modelo apresentado pelo Ministério, que é a presença do parceiro, da família durante o parto”, disse o obstetra João Batista, e lembrou que a Maternidade de Juazeiro dentro das que visitou esta bem à frente.

 
           Durante os plantões, a Maternidade dispõe de dois obstetras, um anestesista, um pediatra e três enfermeiros obstétricos. A coordenadora de enfermagem da unidade, Maria Barros da Silva, opinou sobre a presença da equipe do Hospital Sofia Feldman. “Todo aprendizado é necessário para o crescimento do profissional. Aqui na unidade já atuamos dentro do programa de humanização do parto definido pelo ministério.A vinda da equipe de Belo Horizonte e troca de experiências, sem dúvida, para o corpo clinico é mais uma motivação, pois demonstra que o nosso trabalho esta sendo reconhecido”.

 


Visitem o site do Sofia Feldman no link abaixo:



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Parto de Elaine: emponderando a mulher.

          Elaine era uma primigesta adolescente e, como muitas gestantes adolescente, tinha em si um grande medo de parir, muita tensão e medo...Cesárea! Eu não aguento! Eu não vou conseguir! Tô sem forças! Foram essas as primeiras palavras de Elaine quando cheguei para examiná-la a primeira vez. Tivemos uma boa conversa e algumas orientações e pronto: havia quebrado-se o muro do medo.
         A partir dai começamos a deambular, realizar banhos e exercícios para melhorar a mobilidade e amplitude pélvica e estimular as contrações que, até então não estavam sendo eficazes à evolução do trabalho de parto. Foi necessário utilizarmos ocitocina para conduzir essas contrações.


     Chegando próximo ao nascimento, foi encorajado a posição verticalizada explicando a Elaine as vantagens de estar naquela posição. Elaine ficou sentada e apoiando ela estava uma estudante do curso técnico de enfermagem e sua acompanhante ficou dando suporte ao lado. Trabalhamos a respiração e os vocalizes...o período expulsivo foi totalmente conduzido por Elaine... a cada contração ela estava mais segura do seu papel e finalmente...nasceu seu lindo bebe. Seu rapaizinho foi entregue imediatamente em seus braços para ser aquecido e acalentado pela sua genitora. A placenta delivrou-se espontaneamente e ainda na primeira hora foi realizado o aleitamento materno.





Parabéns Elaine pela coragem!

É preciso dispertar nas nossas gestantes sua força interior e apoiá-las no momento em que exercem seu Dom Divino.