terça-feira, 13 de setembro de 2011

Impossível não se contagiar!

          Olá pessoal! Estou postando essa sequência de vídeos da professora Melânia Amorim acerca das novas perspectivas de atenção ao parto e nascimento. Um documentário imperdível tanto para os profissionais quanto para as futuras mamães. Vale a pena assistir e encorajar o parto natural. Espero que gostem!É impossível não se contagiar!

PARTE 01


PARTE 02

PARTE 03

 PARTE 04


COMENTEM!!!

domingo, 4 de setembro de 2011

Tamanho da pelve versus parto normal



Em todos os seres humanos existe a cintura pélvica , que é composta por 2 ossos chamados ilíacos que ficam um de cada lado do sacro, osso este que fica logo abaixo da ultima vértebra lombar. Nas mulheres, esses ossos se posicionam de forma mais aberta, fazendo com que a mulher tenha um quadril largo, justamente para poder acomodar e gerar seu bebê.

Durante a gestação, o corpo da mulher sofre varias mudanças para melhor acomodar e nutrir seu bebê. Uma dessas mudanças é a alteração hormonal, que dentre outros objetivos, tem a função de proporcionar um aumento da elasticidade dos tecidos para que o corpo possa se adaptar ao crescimento do bebê. 


 
Muitas gestantes ainda tem dúvidas sobre o tamanho da pelve, se quanto maior, mais largo for o quadril, mais fácil é o parto. Esse é um MITO! Não existe quadril melhor ou pior, e não existe indicação de cesárea por esse motivo. A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é quando a cabeça daquele bebê é muito grande para aquela pelve materna, esse diagnóstico só pode ser feito após dilatação total, quando o bebê não consegue encaixar a cabeça na pelve e descer. Essa é a real DCP, e não significa que o próximo filho deve nascer de cesárea, cada cabeça uma sentença!

Antigamente os profissionais separavam os tipos de pelves por nomes, e segundo eles dos quatros formatos, apenas dois permitiam o parto normal. Mas hoje em dia isso também já não funciona mais, então se o seu médico está deixando-a insegura por causa da tamanho do seu quadril, essa é uma dica de que ele é um médico cesarianista ( a favor da cesárea ). As posições derivadas da posição de cócoras (ajoelhada, de quatro, etc...) podem aumentar até 30% a dilatação da pelve, segundo explicou Cláudio Paciornick na Conferência de Humanização do parto.


Então seja você magra ou acima do peso, alta ou baixa, com quadril largo ou pequeno, você nasceu com a mesma capacidade de parir que qualquer outra mulher. Acredite no seu corpo, procure um médico ou enfermeiro obstetra a favor do parto natural, escolha seu acompanhante e tenha um bom parto!

sábado, 3 de setembro de 2011

Crianças nascidas de cesárea têm 8 vezes mais risco relativo de morrer.


O risco relativo de morte em crianças nascidas de cesariana é oito vezes maior do que em bebês trazidos à luz por parto normal. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que analisou mortes de 569 crianças menores de 1 ano. Os casos estudados ocorrem em um período de 10 anos. O trabalho foi desenvolvido por Denise Albieri Jodas, para uma dissertação de mestrado em Enfermagem, sob orientação de Maria José Scochi, doutora em Saúde Pública.

Maria José afirma que uma explicação para o resultado da pesquisa está no fato de que, na cesárea, o feto nem sempre está pronto para nascer, como ocorre no parto normal. “Quando uma criança nasce de parto normal, ela está pronta, com o corpo preparado. É importante que a mulher que escolher a cesárea tenha em mente que os riscos são maiores”.
Ela acrescenta que, mesmo que não venham a óbito, crianças tiradas do útero materno antes do tempo podem sofrer problemas diversos, como a má-formação de órgãos. “A última parte da criança que se desenvolve é o pulmão, que, quando tirado antes do tempo, pode apresentar problemas. Crianças assim terão mais riscos de desenvolver pneumonia”.

Segundo a pesquisadora Denise Albieri Jodas, o objetivo da pesquisa foi encontrar informações sólidas nos casos de mortes de crianças menores de um ano para aprimorar a assistência prestada às mães e aos bebês. “Dos casos que investigamos, 65,9% representaram óbitos neonatais. Isso prova que os óbitos neonatais são aqueles de maior frequência e merecem uma atenção especial. Percebemos com os casos que o parto cesariano pode ocasionar a síndrome de angústia respiratória e prematuridade iatrogênica no recém-nascido, além de infecções puerperais, embolia pulmonar, íleo paralítico, hemorragias, reações indesejáveis da anestesia na mãe. Conclui-se que o parto cesariano só é interessante quando existem riscos para a mãe, feto ou ambos, antes ou no decorrer do trabalho de parto”.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) reconhece os riscos que as cesarianas oferecem aos bebês e defende o procedimento natural, sempre que possível. “O parto normal estima o funcionamento dos órgãos da criança”, explica o obstetra e presidente da delegacia de Maringá do CRM, Natal Domingos Gianotto.
A pesquisa desenvolvida em Maringá foi concluída em janeiro deste ano e enviada, para publicação, a revistas cientificas nacionais. Os dados coletados correspondem a mortes ocorridas entre 1996 e 2006, em hospitais de Maringá. Para tabular as estatísticas, a pesquisadora se valeu de uma epidemiologia matemática, o que a permitiu chegar ao índice de risco relativo.
O conceito de risco relativo é utilizado para relacionar a probabilidade de um evento acontecer em um determinado grupo, na comparação com outro. No caso da relação entre os tipos de parto, o índice foi obtido pela comparação entre os números de óbitos de cada uma das duas modalidades.
Apesar de os dados coletados serem apenas de Maringá, a pesquisadora afirma que a conclusão pode ser tomada como base para todo o país.
Para CRM, pais ainda não conhecem o perigo
O obstetra e presidente da delegacia de Maringá do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Natal Domingos Gianotto, diz que a cesariana trouxe comodidade aos médicos e aos pais, mas muitos não conhecem os riscos a que se expõem, até por falta de orientação dos profissionais.
“É muito mais cômodo para o médico fazer o parto cirúrgico, porque há um horário agendado e o procedimento é mais rápido. Cabe ao obstetra orientar cada paciente e explicar os riscos, como a própria pesquisa da UEM apontou. Mas já percebemos que os profissionais não fazem isso, na prática, o que é totalmente errado. Em reuniões sempre orientamos os profissionais a prezarem pela vida e pela saúde das crianças”, diz Gianotto.
Ele diz que muitas mães chegam às clínicas com opinião formada e decididas a fazer o parto cirúrgico. Em alguns casos, segundo ele, fica praticamente impossível reverter a posição dos pais. “Com o passar dos anos, houve uma inversão de valores. A mulher não quer perder tempo nem sentir dor. Algumas chegam à clínica com data marcada para o nascimento e até com fotógrafo agendado. Um absurdo”.
O parto cirúrgico, segundo Gianotto, pode apenas ser recomendado a pacientes com contra indicação ao parto normal. “A cesária só deve ser feita quando a paciente não pode ganhar o bebê pelos procedimentos normais, como em casos de ausência de dilatação e descolamento de placenta”.
Dados do Ministério da Saúde apontam que as cesáreas representam 80% dos partos realizados na rede particular do país.


Acesse o link abaixo e veja a entrevista





IMPORTANTE: Já ouvi muitas gestantes que se submeteram a uma cesariana alegando que não tiveram passagem (dilatação)... Só sabemos que a mulher não tem dilatação durante o trabalho de parto. É preciso entrar trabalho de parto primeiro, ok meninas? ;)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Abertura do 1° Centro de Parto Normal da Rede Cegonha - Mansão do Caminho, em Salvador/BA

 

Era apenas oito da manhã, mas a atividade já era intensa na estreita e longa rua São Marcos, no bairro popular de Pau da Lima, em Salvador. Apesar de ter transitado por essas bandas já algumas vezes, neste particular dia senti a nítida lembrança das ruas do Cairo no Egito, uma das cidades mais populosas do mundo, onde pessoas moram até nos cemitérios. A mesma intensidade urbana, o fluxo de carros, ônibus e micro-ônibus, os prédios inacabados para sempre, a sujeira que nunca mais irá embora, os becos abrindo perspectivas sobre favelas enchendo o horizonte. E as pessoas... a vida pulsando, a luta pela sobrevivência, a cada minuto, acreditando que amanhã talvez o futuro será melhor, mesmo aqui, no cúmulo do caos urbano, triste exemplo do abandono e da descaracterização do espaço público. De repente, uma longa parede e um portão azul claro. Um outro mundo se abre. Paz e Harmonia. Na Mansão do Caminho, Centro Espírita fundado em 1954 pelo médium Divaldo Franco, reina o verde profundo das árvores, as cores dos jardins e os cantos dos pássaros. A creche, escola, lar de idosos, biblioteca, centro de saúde e outras instalações, todas impecáveis, que atendem benevolamente as comunidades locais, juntam-se a um prédio novo, plantado numa colina: o tão esperado Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira, o primeiro na Bahia e o primeiro do Brasil a integrar o programa federal Rede Cegonha*.
Dia 26 de Agosto de 2011, o Centro de Parto Normal (CPN) foi inaugurado na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do governador Jaques Wagner, do secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, do fundador da Mansão do Caminho, Divaldo Franco, e dos voluntários da instituição.
O CPN foi inicialmente uma iniciativa da Mansão do Caminho, sendo a construção financiada exclusivamente por doações de entidades e doadores particulares do Brasil e afora. Já os equipamentos foram custeados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e pelo Ministério da Saúde. A finalização das instalações do CPN Marieta de Souza Pereira coincidiu com o lançamento do Programa Federal Rede Cegonha, que pretende mudar o modelo assistencial durante o período perinatal. Dos 25 Centros de Parto Normal que já existem no Brasil, o CPN Marieta de Souza Pereira foi o primeiro que se mobilizou. O contexto favorável permitiu formar uma boa parceria entre o governo do Estado e o governo Federal, alocando um financiamento diferenciado para o CPN, que receberá a partir de agora custeio mensal de R$ 80 mil mais R$ 50 mil para o pré-natal (ambulatório), além de outros incentivos. Sendo o primeiro Centro da Rede Cegonha a entrar em operação, espera-se que ele servirá como exemplo e centro de treinamento para outros profissionais. Os outros 25 CPN´s do Brasil passarão a ser custeados pelo Ministério da Saúde após formulação do Plano de Ação da Rede Cegonha regional.
Segundo o Ministério da Saúde, "o CPN tem o objetivo de humanizar o momento do nascimento da criança, oferecendo as gestantes um ambiente com maior privacidade". No CPN Marieta de Souza Pereira são seis quartos de PPP (pré-parto, parto, pós-parto), sendo um dos quartos de PPP equipado com uma banheira, todos com maca de PPP, amplo banheiro privativo com água quente, cuba para dar banho no recém-nascido, além dos equipamentos previstos pela Lei**. Enfermeiras obstétricas e obstetras irão trabalhar em parceria, sendo duas enfermeiras e um obstetra por plantão, além de doulas voluntárias ainda a serem treinadas. Segundo a Dra. Marilena Pereira Souza, Coordenadora Médica do CPN que acompanha o projeto desde o início, a intenção é de resgatar todo o potencial das enfermeiras obstétricas, colocando-as no 1° lugar, ao contrário do modelo atual de assistência onde prevalece o médico. As enfermeiras que irão atuar no CPN Marieta de Souza Pereira já são experientes e receberam 15 dias de treinamento no Hospital Sofia Feldman em Belo Horizonte, referência em termos de humanização do parto e nascimento. O treinamento incluiu também formação em reanimação neonatal.
São previstos uma média de 120 partos por mês. Como o CPN Marieta de Souza Pereira é credenciado pelo SUS, ele acolherá gestantes que tenham feito pelo menos dois atendimentos pré-natais pelo SUS e cuja gravidez é de baixo risco. Estava presente também no dia da inauguração a equipe técnica da prefeitura de Lauro de Freitas (Grande Salvador), que já planeja a construção do próximo Centro de Parto Normal da região. O secretário da Saúde da Bahia destacou que “144 municípios que possuem hospitais de pequeno porte serão beneficiados com a nova política. Estes hospitais terão R$ 3 mil por mês para estar obrigatoriamente realizando a atenção ao parto normal e ao primeiro atendimento de urgência e emergência”.
Como ressaltou o governador Jacques Wagner durante a inauguração, “A Mansão do Caminho é um espaço privilegiado, carregado de energia positiva pelos trabalhos que já são feitos aqui”. Ao ver o primeiro Centro de Parto Normal da Rede Cegonha sendo inaugurado neste lugar singelo (no melhor sentido da palavra) me deu um gosto de esperança no qual às vezes nem acreditava mais. Tinha lá algo muito simbólico, tanto pelo fato de ser na Bahia, um dos estados com os piores indicadores de morte materna no Brasil, como pelo fato de acontecer no seio de uma instituição que, segundo o próprio Divaldo Franco é em si mesma “um testemunho de que o amor vive no coração da criatura humana e de que nós, dentro de nossa relatividade, amamos, procurando converter em ações as manifestações que existem em nós (…)”. Valeu sonhar alto!
 



Por Anne Sobotta - VentreMaterno – Rede de Apoio a Gestação, Parto e Pós-Parto
*O programa Rede Cegonha é composto por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. As medidas previstas na Rede Cegonha – coordenadas pelo Ministério da Saúde e executadas pelos Estados e Municípios, que deverão aderir às medidas – abrangem a assistência obstétrica, com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também na assistência infantil.
O Governo Federal está implantando o Rede Cegonha inicialmente na região Amazônica e no Nordeste, onde existem os piores indicadores de morte materna no Brasil, para depois estender o Programa para o resto do Brasil. Segundo a superintendente Estadual da Assistência Integral à Saúde do Estado da Bahia (Sais), Gisele Santana, “Na Bahia, estamos começando com as quatro regiões em que os indicadores são piores: Região Metropolitana de Salvador; região Sul, região Norte e Centro-norte. A previsão é que a Rede esteja implantada em todo o Estado até 2014”.
** Portaria nº 985, de 5 de agosto de 1999.
Fontes:
- Supervisão de Gestão do Sistema e Regulação da Atenção á Saúde do Estado da Bahia
- http://www.mansaodocaminho.com.br/
- http://www.bahiatodahora.com.br/noticias/salvador/primeiro-centro-de-parto-normal-da-rede-cegonha-no-pais-e-inaugurado-em-salvador
- http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=162538&id_secao=58
- http://www.bahiaemfoco.com/noticia/25298/Rede-Cegonha-inaugura-Salvador-Centro-de-Parto-Normal-do-pais
- http://www.noticiasdabahia.com.br/ultimas_noticias.php?cod=13971
Mais sobre a Rede Cegonha:
- http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-27/rede-cegonha-que-sera-lancada-amanha-funcionara-primeiramente-em-nove-cidades