sábado, 21 de abril de 2012

Conheça as vacinas que devem ser tomadas na gravidez




Durante a gestação, a mulher vive um momento especial e delicado que exige cuidados especiais com a saúde e alimentação. No quesito saúde, uma grande dúvida é quanto às vacinas que podem ou não ser tomadas neste período.

Segundo o obstetra e ginecologista Dr. Domingos Mantelli, as vacinas devem ser aplicadas antes do início da gestação, para não prejudicar mãe e filhos. “As mulheres em idade fértil e que desejam engravidar devem preparar o corpo para a chegada dos bebês”, diz o médico. Mas e quando a gravidez não é planejada? De acordo com as normas de Assistência Pré-Natal, do Ministério da Saúde, a única vacina recomendada para todas as gestantes é a dupla tipo adulto (dT), que visa imunizar contra o tétano e difteria.

Somente com recomendação dos médicos
Em casos de risco, também podem ser recomendadas as vacinas contra Febre Amarela e Hepatite B, para impedir a contaminação das crianças e danos após o nascimento. “As vacinas que não utilizam vírus vivos podem ser ministradas em grávidas, sempre no primeiro trimestre de gestação, para não comprometer a saúde do feto. Mas só devem ser aplicadas com o conhecimento do obstetra”, diz o Dr. Mantelli.
A partir do segundo trimestre de gravidez são aceitas as vacinas contra a gripe, por diminuírem as chances de pneumonia nas mães. A Pneumocócica 23 valente, por exemplo, é indicada para mulheres com doenças crônicas no coração, rins e portadoras de diabetes e doenças imunológicas. A vacina contra a hepatite A, por sua vez, deve ser aplicada antes da gravidez apenas em futuras mamães suscetíveis a doença.

Danos à saúde das crianças
É importante saber quais vacinas não devem ser aplicadas para evitar riscos à saúde do bebê. De acordo com o médico, as composições abaixo não devem ser aplicadas em hipótese alguma:

- Contra a rubéola, sarampo, caxumba, HPV, rotavírus, porque contém vírus vivos, capazes de atacar os bebês e prejudicar a formação do feto;
- A tríplice viral, que previne o sarampo, caxumba e rubéola são terminantemente proibidas para as grávidas, porque podem acarretar problemas cardíacos e neurológicos para o bebê;

Por conta desses e outros cuidados, o Dr. Domingos Mantelli, reforça a necessidade de um pré-natal sério. “Consulte o profissional médico ou enfermeiro sempre que tiver dúvidas em relação a tratamentos e prevenção de doenças”, aconselha.

Quer acabar com o mal estar da gravidez? A acupuntura pode ser a solução.



Os incômodos nas costas, as dores de cabeça e enjoos intermináveis comuns na gravidez podem ser amenizados por meio de agulhas aplicadas em pontos certos do corpo. Segundo o médico acupunturista Dr. Leandro Yoshimura, a prática é recomendada às gestantes por não apresentar efeitos colaterais para mães e bebês, já que na gestação diversas medicações são proibidas por conta desses efeitos. “As agulhas trabalham diretamente no sistema nervoso, causando efeito analgésico e antiinflamatório local, relaxando a musculatura, além de diminuir a ansiedade, contribuindo para uma gestação tranquila”, explica.
Segundo o especialista, a prática também pode controlar os enjoos, a azia, a insônia, as dores lombares, a ansiedade e o estresse, sintomas enfrentados por diversas mulheres nesta fase.

Todas podem fazer

“Não há contra indicações para o uso durante a gestação”, afirma o Dr. Yoshimura. Ele diz ainda que a terapia também é indicada para quem deseja engravidar e enfrenta dificuldades, já que algumas vezes o problema está relacionado ao fator emocional. “A acupuntura atua através da liberação de moléculas neurotransmissoras como a serotonina e beta-endorfina, cujo aumento esta relacionado ao bem estar. Assim há um controle da ansiedade, uma diminuição do estresse e um bem estar geral, sem nenhum efeito colateral”, explica ele.

O especialista frisa, contudo, que é importante procurar o correto diagnóstico do motivo de infertilidade, visto que as principais causas não estão relacionadas à ansiedade e que a acupuntura não surge como um método curativo e sim como coadjuvante.